O Pilates entrou na minha vida como entram as coisas certas: de forma natural. Ao longo do meu percurso na dança, fui descobrindo que o corpo precisava de mais do que movimento — precisava de precisão, de consciência, de um trabalho profundo que sustentasse tudo o resto.

Foi assim que me aproximei do método criado por Joseph Pilates, historicamente ligado ao universo dos bailarinos como ferramenta de reabilitação e fortalecimento. Um método que não procura apenas a forma, mas a função. Que não força, mas organiza.

Tornei-me instrutora certificada em Pilates (Matwork e equipamentos) e aprofundei a minha formação nas áreas de Pilates clínico e geriátrico. Com o tempo, fui integrando este conhecimento na minha prática, percebendo como cada corpo conta uma história diferente — e como cada detalhe importa.

Nas minhas sessões, trabalho a partir dessa escuta. Observo padrões, assimetrias, compensações. Acompanho pessoas com lombalgias, limitações na mobilidade dos ombros e das ancas, escolioses e lesões crónicas. Mais do que corrigir, procuro reeducar o movimento, devolvendo ao corpo a sua organização natural, com rigor, progressão e segurança.

Com pessoas mais velhas, este trabalho ganha um significado ainda mais especial. É sobre recuperar confiança no corpo, melhorar o equilíbrio, preservar a autonomia. Pequenas conquistas que transformam o dia a dia.

Hoje, o Pilates e a dança vivem juntos no meu trabalho. De um lado, o rigor técnico, o controlo e a precisão. Do outro, a fluidez, a leveza e a inteligência do movimento.